Uma casa cheia de amigos, risadas e cerveja - Pois bem, foi assim que todos que estavam presentes na Audio Rebel se sentiram neste último sábado (26/11) no primeiro registro ao vivo dos cariocas do Plastic Fire. E não foi apenas um show, foi muito além disso, foi uma dose esperançosa de energia e emoção.
O tempo fechado no Rio de Janeiro não impediu o enchimento da casa que, logo no começo da noite, foi tomada por uma onda de ansiedade e fortes palpitações durante a espera do início do show e nesta espera os segundos pareciam minutos, horas, uma infinidade angustiante compartilhada por cada anelação.
Entretanto, às 8:20 toda angústia e ansiedade foram rapidamente transformadas em euforia e energia ao som do primeiro acorde de guitarra que principiou a introdução do êxtase.
Entretanto, às 8:20 toda angústia e ansiedade foram rapidamente transformadas em euforia e energia ao som do primeiro acorde de guitarra que principiou a introdução do êxtase.
Reynaldo (vocal), Daniel (guitarra), Marcelo (baixo) e Felipe (bateria) já estavam dispostos no palco, o circle pit já estava formado, as bexigas soltas no ar, as vozes preparadas e o corpo previamente aquecido para celebrar e suportar o que viesse. Já não bastava mais nada para a festa começar...
Então "M.A.S" veio para abrir a noite e transformar, desde então, o clima nublado no mais quente que se possa imaginar. O público não se continha em permanecer no chão e sobre as mãos e cabeças passeavam e viajavam enfeitando o show com os stages dive.Na sequência, "Eu, o Ariete e a Muralha" fez o som do refrão rasgar as gargantas em uníssono:
"Vitória! o que quero, é o que quero! Vitória! o que importa, é o importa!".
As músicas rápidas numa melodia sempre muito bem trabalhada, característica da banda, fazia o guitarrista, Daniel Avelar mostrar, como poucos, toda a qualidade e técnica nos seus riffs sem a sensação da falta de uma segunda guitarra e o baterista, Felipe Fiorini suar muito na agilidade e técnica do seu pedal simples. Reynaldo, junto aos seus pulos joviais e vigorosos, expelia sua energia contagiando o ar da Rebel. Uma mistura de muita técnica, qualidade e energia que transformou o Plastic Fire em uma das mais promissoras bandas do hardcore nacional.
A cada música tocada o fervor só aumentava e o suor derramado no rosto da rapeize não representava desgaste, mas sim combustível. Combustível esse que não sessou por um segundo sequer, alimentando e aumentando ainda mais a euforia e agitação. Não havia nada errado, nem mesmo as músicas repetidas foram motivos para descanso, apenas para mais sorrisos.
Todas canções eram cantadas, até mesmo a recém lançada "9006" e a semi-inédita (2ª vez ao vivo) "Frases de Vidro", do começo ao fim, sem exceção, numa mistura de amigos de sotaques cariocas, paulistas, capixabas entre outros, tornando ainda mais peculiar a noite. O público, se é que se pode ser chamado assim, transformou o cenário numa guerra pacifica e respeitosa, sem a necessidade da intervenção de seguranças, agitando do começo ao fim, merecendo, por isso, felicitações. Felicitações, claro, merecidas também à banda, aos organizadores do espaço e ao Kaio Ramone, responsável pela direção do registro. E que todos esses, uniformemente, mostraram que o DIY - Do It Yourself - (Faça Você Mesmo) é possível e não apenas uma lenda.
Duas músicas afiadas na língua do pessoal, vieram pra fechar com chave de ouro, "Negativo" e "Esgrima", sendo a última tomada à frente no palco pelo baixista, Marcelo Pineschi, trazendo à tona as últimas doses de energia para que todos cantassem com olhos fechados e com o coração nas mãos:
"Menos sentido, mais coração. Mais raciocínio, menos opinião. Mais importância, menos importação!!
As palmas, a ovação e um coro de "Puta que pariu, Plastic Fire é o Hardcore do Brasil" tomaram conta da Audio Rebel, após o término do show, e as mesmas mãos que aplaudiam serviram como transporte para cada integrante, um a um, jogar-se sobre elas e descer do palco, merecidamente, de forma triunfal.
Talvez, todas as palavras escritas aqui ou em qualquer outro lugar sobre esse show, não consigam expressar o que realmente foi aquilo, pois de fato, não foi um mero evento, foi uma reunião de amigos, sentimentos e uma vontade de fazer a diferença, seja ela qual for.
Sim, eu tenho uma banda de Rock e ela se chama Plastic Fire!
Set List:
- Intro
- M.A.S
- Eu, o Ariete e a Muralha
- Crer e Observar*
- Contra o Tempo
- Há o Amanhâ?
- No Ar
- Carpe Dying
- Responsabilidade
- O Preço de ser Impessoal*
- A Última Cidade Livre
- 9006*
- Frases de Vidro
- Entre os Degraus
- O Futuro*
- Negativo
- Esgrima*






Mandando bem demais, MAIS UMA VEZ né garoto..?! Parabéns! ;]
ResponderExcluirObrigado, Camila (:
ResponderExcluirPorra Igor, lindo de morrer !!
ResponderExcluirLindo de morrer foi esse show, fato!
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