terça-feira, 6 de março de 2012

Resenha - Show: 02/03/2012 - Lançamento do Split CHUMBO em Santos @ Clube Independente


   Sexta, noite agradável em Santos, uma ótima noite para curtir um show de Hardcore. Assim sendo, estava marcado para às 22h começar o evento de lançamento do Split CHUMBO (Bullet Bane, Fire Driven, Plastic Fire e Zander). Tour totalmente independente e na raça, que só quem esteve perto sabe o esforço e trabalho que deu aos envolvidos.
   O show de lançamento em Santos, foi bom, porém, com vários impresvistos que prejudicaram o geral.



   E assim, bateu 23h no relógio e o ZANDER iniciou seu show. Após uma clássica e brisada introdução instrumental (que acontece na maioria dos shows), a banda mandou brasa e abriu com "Como Arde, Sô!".
   O público era surpreendente: deviam ter no máximo 30 pessoas. Fiquei realmente surpreso com o pequeno público até aquele momento, ainda mais que havia sido avisado que o Zander iria abrir a noite.


  Deixando isso de lado, nem era notável o pequeno público, afinal, das pessoas que lá estavam, cantaram junto, bem alto e frenéticamente. Apesar do set list relativamente curto (para não apertar o tempo das demais bandas), a banda representou. Tocaram a versão de "Procrastination", cover do FIRE DRIVEN que está no split, e também "Chinatown". Outras canções que também agitaram a galera foram "Pólvora", "Humaitá" e "Pegue a Senha e Aguarde". Fechando bem, a banda fechou com "Até a próxima parada", canção essa que talvez sintetize bem o sentimento da tour.



   Com um estilo diferenciado das demais, com tendências ao grunge, foi a hora do FIRE DRIVEN iniciar sua apresentação. Tocaram "Procrastination" e boa "The Coffin" (faixa essa que abre o CD da banda, o "Growing Past These Lines"). Do split, a banda tocou "Make Believe" e "I Can Take It", e na sequência lançaram a versão do Zander de "Everyday"
   A maior surpresa do show do Fire Driven foi quando tocaram "Kid Candy", cover do Seaweed.


 
   Enfim, veio o show do Bullet Bane. A banda tocou "The Train", "Mind Control" e... o público estava frenético, curtindo muito e cantando junto. Porém, durante "Still True" o som das guitarras sumiu, e ai começou uma grande encrenca: o estabilizador havia queimado.
   Começou uma grande correria de todos, banda, roadie, organizadores, público, todos em busca de um novo estabilizador. Nessa correria, passou algo em torno de meia hora.
   Após muita espera, conseguiram um novo estabilizador e show recomeçou. O público foi ao delírio quando tocaram "Gas Chamber". A banda fechou com "Cyberwar III", um show que apesar dos problemas, foi o mais frenético da noite, com direito ao público delirando e até um mini "circle pit" foi feito.

-

  
   Bem, todo o público estava esperando o último show da noite: o do PLASTIC FIRE, porém, nessa hora aconteceu um fato desagradável: o dono do Clube Independente pediu para encerrar os shows. Ele alegou que já havia passado do horário combinado com os organizadores, até ai compreensível. Ele alegou também que os shows estavam fazendo barulho demais... ok, o dono provavelmente não deve fazer a mínima das bandas que iam tocar lá, e vide que normalmente rolam festas de aniversário, shows de forró e concursos de dança de salão na casa, ele realmente achava aquilo barulho.
   A galera da Crucial Times, que organizou o show, tentou convencer o dono da casa a ceder algum tempo, nem que fosse meia hora para o Plastic Fire tocar, mas não houve acordo. Os responsáveis pela casa começaram a desligar a aparelhagem do palco, desligar o ar condicionado e ventiladores do local, assim convidando o público para se retirar.
   Sinceramente, não sei o que acontece com Santos. Uma cidade que tem uma história forte no hardcore, um público interessado e pessoas que querem fazer a coisa acontecer, tem constantes problemas. Tirando shows do Dead Fish e Garage Fuzz, e alguns shows locais, Santos tem um histórico ENORME de problemas em shows que sinceramente, não é compreensível. O próprio Plastic Fire, em sua passagem anterior pela cidade, no Studio G em 07/05/2011, teve problemas com equipamento, dono do local e seguranças idiotas que trabalhavam no local. Espero eu, sinceramente, que isso mude. O público de Santos não é obrigado a ir até São Paulo ou outras cidades para poder curtir um bom show.
   Bem, vamos torcer pra que isso mude!

Fotos do evento pela amiga Karen Lusvardi, mais fotos do evento AQUI .

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Resenha - Faccion Terrorista, Ódio ao Sistema

Salve salve galera que comparece ao blog!
Antes de mais nada, um salve a todos os parceiros do blog que só tem trampos fodas e que merecem o acesso e acompanhar, pelo menos o pessoal sabe escrever e falar bacana, não que nem os pedreros desse blog hahahahahaha.
E antes da resenha marota, informar que gravamos uma edição do poadcast (sim ele ainda existe) com a participação do grande irmão Fernando, do Poadcast Frequência Damata e da banda Infernal Noise (ou mais conhecido Inferanal Gay Noise), em breve estará no ar!
Chega de enrolação e vamos a resenha marota desse trampo sensacional que é a trilha sonora para o mesmo que está escrevendo agora.


4 Away - Faccion Terrorista, Ódio ao Sistema
Com as bandas:
  • Ódio Social
  • Sistema Sangria
  • Faccion de Sangre
  • Ação Terrorista


   Esse 4 Away foi lançado em 2011 e conta com 4 bandas, que principalmente tem a vertente do Punk em suas músicas, porém sempre com influências diversas.
   O Sistema Sangria, tem claro uma pegada do Punk com o Crossover, com sons que facilmente abriria um circle pit facil em qualquer som. O Faccion de Sangre posso dizer que como o Sistema Sangria, cai um pouco a mais do que somente o Punk, em alguns sons tem a influência de Crossover/Hardcore, mas nunca fugindo do Punk. O Ação Terrorista é a que posso dizer que está mais com a raiz no Punk do que as outras, batera seca, guitarra suja, até pode soar simples, mas muito bem executado. O Ódio Social que um dos seus integrantes é o Bolaxa, que faz parte aqui do blog, também é bem mais para o Punk, mas aonde que Punk tem 2 guitarras??? Bem aqui tem, e muito bem executado, empolgante e rola até um pogo bonitão na sala de casa.


Sintetizando de uma forma mais simples: Um puta trampo foda, as 4 bandas, mesmo sendo de um mesmo gênero, cada uma com sua peculiaridade até mesmo pelos temas dos sons que mesmo sendo algo que até pode se dizer: "Porra, Punk só sabe falar de guerra, briga, foda-se o governo", mas sinceramente o que no país como o Brasil temos que abordar???
Capinha bacanérrima, só não tem as letras no encarte, mas, referente isso deixarei os contatos ai é só cobrar das bandas! Os caras já fizeram show de lançamento e tem tocado as 4 bandas juntas pra mostrar ao vivo o arregaço que fizeram nesse material.
Vários selos estão envolvidos nesse CD, um deles em especial que é a União e Resistência Records, do grande patrão Gustavo, que foi entrevistado em uma das edições do Poadcast do blog.

   Resumindo: compre, roube, grave, pega emprestado (nem venha pedir pra mim não), tenha esse trampo, porque mesmo se fosse sem encarte, sem arte, só na caixa de CD, é um trampo muito bem gravado, e executado pelas bandas, que não tem muita frescura de falar e de tocar. EXTORO!


Contatos:


ÓDIO SOCIAL
(www.odiosocial.com)


SISTEMA SANGRIA
(www.myspace.com/sistemasangria)


FACCION DE SANGRE
(www.myspace.com/facciondesangre)


AÇÃO TERRORISTA
(www.myspace.com/athardcore)


Site do 4 away:
http://faccionterroristaodioaosistema.bandcamp.com


   Por enquanto é isso! Pretendo essa semana colocar o poadcast no ar, caso não, só na outra semana.
Terá uma resenha do rolê que farei por Floripa e Curitiba, tocando com o Taiko juntamente com a banda O Mito da Caverna.

Abraço a Todos!

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Resenha: On The Road - Jack Kerouac


   Eu, Cainã, tinha vontade de ler este livro faz muito tempo. Não porque as máquinas de livros do metrô tem esse livro lá e tem muita gente lendo, longe disso. Minha querida mãe sempre me recomendou ler um livro que ela tinha guardado em seu armário e eu sempre enrolei. Quando tirei do armário, essa exatamente o "On The Road" do Jack Kerouac, a edição de 1986:

(capa da edição de 1986)

   O livro é simplesmente demais, totalmente empolgante.  
   Sal Paradise é o narrador da história que se passa no livro. Ele vive com sua tia em New Jersey, Estados Unidos, enquanto tenta escrever um livro. Ele é inteligente, carismático e tem alguns amigos. Um certo dia, em Nova York ele conhece um charmoso e alucinante andarilho de Denver de personalidade magnética chamado Dean Moriarty. Dean é cinco anos mais novo que Sal, mas compartilha o seu amor por literatura e jazz, e a ânsia de correr o mundo. Tornam-se amigos e, juntos, atravessam os Estados Unidos, deparando-se com os mais variados tipos de pessoas, numa jornada que é tanto uma viagem pelo interior de um país quanto uma viagem de auto-conhecimento. 
   Cidade, pessoas, idéias, vontades, empolgação, bares, amores, caronas, dificuldades, lamentos... tudo isso é transmitido pelo livro de forma bem clara e intensa, onde muitas cidades e pessoas são descritas de forma precisa pelo nosso caro Sal Paradise, de forma que o leitor consegue sentir-se presente na ocasião descrita.
   O livro relata ao todo 4 viagens de Sal pelos Estados Unidos, a última viagem incluí o México, com um quinto capítulo de "finalização", se é que assim posso dizer.
   Mais do que apenas "viajar", Sal aprende muito em tais viagens, enquanto trabalha também seu lado intelectual, emocional e psicológico. E isso, é claramente passado em seus relatos.
   
   Um livro simples, de fácil entender contudo passa uma energia fora de série, de uma magnitude única. Para aqueles que gostam de ler, recomendo muitíssimo. Para aqueles que não tem tal costume, bem, quem sabe lendo "On The Road" vocês peguem o gosto e tornem a leitura um hábito.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Resenha - Show: 12/02/2012 - Dead Fish @ Tribe House

   Aqui estamos nós novamente, com mais uma resenha (mais uma vez atrasada), mais uma vez show do DEAD FISH... mas, durante a resenha, vocês vão entender duas coisas:
1) O motivo porque geral vai tanto em show do Dead Fish.
2) O motivo porque eu adoro resenhar show do Dead Fish.


   Era um lindo, quente e chuvoso dia de domingo, primeiro show do Dead Fish em São Paulo nesse ano de 2012, público animado andando pelos arredores da Tribe House, região de Pinheiros.
   O show não era só Dead Fish, mas sinceramente, não houve motivos para entrarmos cedo e ver as bandas, assim sendo, quando adentramos a Tribe House quem iniciava seu show era a banda Savant Inc., banda essa que mescla algo entre um hardcore melódico com traços de metalcore, coisa que sinceramente não me agrada. Na sequência veio o show do Dance Of Days, show esse que não prestamos muita atenção, então não posso falar nada dele.

   

   Eis que depois de uns 40 minutos de montagem e afinação dos instrumentos, surge o Dead Fish, pra alegria geral do público presente na Tribe House.


   Então, sem muita enrolação, a banda já lança na lata logo de cara "A Dialética" e na sequência "Siga"
Pra quem cola sempre nos shows do Dead Fish, o público desse show era um pouco diferente, mas ainda assim, não deixou a desejar em NADA, o público durante todo o show foi muito enérgico, agitado, animado e respeitoso.


   Antes da música "Tango" o baterista da banda, Marcão, dedicou a música para sua esposa, que estava presente no local. Motivo? Não que precise de motivo pra oferecer a música, mas era uma data especial para os dois: "APENAS" 7 ANOS DE CASADOS. Parabéns para os dois, que por sinal formam um belíssimo casal. A homenagem apenas deu um toque maior à música, que sempre que é tocada, emociona!


   Algo que não podemos deixar passar (vide comentários femininos no show) foi o senhor Philippe Fargnoli esbanjando gostosura e sensualidade ao passar o show todo sem camisa e com uma bandana vermelha... AS MINA PIRA, e piraram muito. 


O show todo foi muito intenso e frenético, acima da média de outros shows. Além de "Tango", outras músicas que simplesmente foram muito animais e frenéticas nesse show foram "Contra Todos", "Paz Verde", "Venceremos" e "Bem-Vindo Ao Clube", e um destaque para "Piada Liberal", música que sempre que executada causa arrepios, tanto pelo instrumental como pela belíssima letra.


   Não tem nem muito mais o que falar do show, ele foi isso: rápido, intenso e plenamente satisfatório!
A única dificuldade foi DEPOIS do show, pois estava um TEMPORAL pelas ruas de São Paulo, já eram 23h30 e muitos dependiam do metrô (que fecha às 00h03) para voltar pra casa, ou seja, foi uma correria.

   No mais, fiquem atentos ao blog, aos shows do Dead Fish, aos demais shows que tem marcados tanto por São Paulo como pelo Brasil, e é isso.
   As fotos foram tiradas pela nossa parceira e irmã KAREN LUSVARDI, quem quiser basta acessar AQUI para ver todas as fotos do show!

Abraços pra vocês, até a próxima!

Postagens populares